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1 Aug 2017

Foi difícil disfarçar a decepção quando soube que estava grávida de um menino. 

Mãe de um M E N I N O? Logo eu! Vítima das mais cruéis formas de machismo que a sociedade nos proporciona: abuso, assédio, mansplaining, gaslighting e todos os demais termos em voga e que nada mais são do que boa e velha misoginia de cada dia decupada e desenhada! 

Eu saberia exatamente como agir se minha filha fosse assediada, abusada ou humilhada. Saberia como defendê-la e, principalmente como ensiná-la a lutar! Saberia abraça-la e chorar com ela! Precisei aprender a me defender dos homens muito cedo e saí vitoriosa nessa guerra! Pergunte a qualquer um que me conhece desde sempre qual adjetivo melhor me descreve e muitíssimos dirão: “guerreira”. Pois então, quando pensava em uma menina estava preparada a ter um...

8 Mar 2016

Temos tanto para refletir nesse dia... Tanto para lamentar, muito para conquistar e tantos e tantas para convencer do quanto o machismo continua presente em nossas vidas. 

Ainda falta muito! E é disso que devemos falar neste dia, para que não seja apenas mais um dia comercial engordando um pouquinho as contas de floriculturas e marcas que exploram o ano todo a mulher como objeto, que nos fazem sentir péssimas com nossos corpos, que nos incitam a distúrbios alimentares, que nos fazem chorar ao subirmos na balança, para hoje virem nos homenagearem por sermos "sensíveis e batalhadoras"! 

Precisamos falar de aborto e das mulheres que morrem, que são criminalizadas ou ainda das que parem crianças condenadas muito antes de nascerem. Há que se falar de estupro e da banalização do mes...

19 Oct 2015

 

A Comissão de Estudos de Violência de Gênero da OAB Paraná (CEVIGE-OAB/PR) e o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM Brasil) realizaram nos útilmos dias 15, 16 e 17 o Seminário Regional "Violência de Gênero: desafios para o campo dos direitos humanos". (Confira a programação completa aqui!)

 

Foram 3 dias de discussões, debates e maravilhosas exposições de mulheres que ocupam seus espaços e impõem sua presença através do trabalho, da palavra e até mesmo do olhar. Mulheres que estão fazendo a diferença para transformar esse mundo repleto de desigualdades, sofrimento e dor para a maioria da população que é oprimida desde sempre em maior ou menor medida, a depender de seus próprios privilégios, nesta estrutura social que sujeita um ser ao poder de out...

1 Jul 2015

Então que em algum dos vários grupos de mulheres dos quais faço parte me deparo com um texto sobre a maternidade que tinha algo próximo de 40 mil curtidas e 30 mil compartilhamentos. Resolvi conferir. Meu coração que já estava apertado por conta da votação da maioridade penal em andamento ficou em frangalhos. Sei que esse tema é polêmico pacas e que podem chover comentários dizendo que "só vou entender quando eu for mãe" mas não posso deixar passar a oportunidade de alertar como textos (e pensamentos) como os deste tipo de texto são parte importante dos duros grilhões que aprisionam a todas nós mulheres (mães ou não). Algemas que nos colocam em um ciclo enorme de frustração, culpa e depressão. Certamente o texto foi escrito na melhor das emoções e intenções e evidentemente tocou o coração...

26 Mar 2015

"Tornei-me feminista como uma alternativa a ter que me tornar uma masoquista" - Sally Kempton

Desde que me declarei feminista e comecei a estudar um pouco sobre questões de gênero (muito pouco ainda para o meu gosto) muitas pessoas passaram a me ver de forma diferente. Como já disse aqui começaram a surgir olhares de estranhamento quando uso o termo feminista ou aquela cara de preguiça nítida. "Nossa agora você vê machismo em tudo", já me disseram algumas vezes.

Pois é, meu bem, não sou bem eu quem vejo machismo em tudo, mas o machismo que infelizmente está impregnado nas entranhas mais profunda da sociedade e muita coisa que pode parecer "bobagem" nada mais é do que um sintoma, suave ou não, de uma doença muito maior que afeta nos afeta todas de forma violenta e cruel.

Desde a reação às camp...

21 Feb 2015

Passei o Carnaval assistindo às duas temporadas de Orange is the New Black enfiada dentro de casa com o marido e o cão com uma chuvinha bastante propícia para tanto.

Para quem não sabe, esta série do Netflix inspirada em uma história real se desenvolve ao redor da história de uma mulher em seus 30 e poucos anos (ou menos!) da classe média alta nova-iorquina condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada.

Mais interessante até do que a transformação de Piper neste atípico ambiente e do que o desenrolar da doentia relação amorosa com sua ex-namorada que constantemente a está colocando em maus lençóis, foi a análise e reflexão sobre cada uma das personagens secu...

27 Nov 2014

Tenho acompanhado de perto o debate entre mulheres feministas e não feministas sobre o direito da mulher à escolha.

Na essência muitas parecem defender a escolha da mulher: escolha pela interrupção ou não da gravidez, escolha da via de parto (cesárea ou normal), escolha pela amamentação ou não, escolha entre babá, creche ou sair do mercado para cuidar em primeira mão dos filhotes e assim por diante.

Dois pontos, porém, me chamam a atenção nesses debates: há de fato escolha? Existe aceitação da escolha por si só e não do mérito da escolha?

Tenho me indagado cada vez mais profundamente quanto ao real poder de escolha da mulher nos mais variados campos de nossas vidas. Cada vez mais concluo que temos muito menos poder de escolha do que gostaríamos de acreditar e somos cobradas por essas (seja qu...

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