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8 Mar 2016

Temos tanto para refletir nesse dia... Tanto para lamentar, muito para conquistar e tantos e tantas para convencer do quanto o machismo continua presente em nossas vidas. 

Ainda falta muito! E é disso que devemos falar neste dia, para que não seja apenas mais um dia comercial engordando um pouquinho as contas de floriculturas e marcas que exploram o ano todo a mulher como objeto, que nos fazem sentir péssimas com nossos corpos, que nos incitam a distúrbios alimentares, que nos fazem chorar ao subirmos na balança, para hoje virem nos homenagearem por sermos "sensíveis e batalhadoras"! 

Precisamos falar de aborto e das mulheres que morrem, que são criminalizadas ou ainda das que parem crianças condenadas muito antes de nascerem. Há que se falar de estupro e da banalização do mes...

15 Nov 2015

Os atentados em Paris que mataram cerca de 150 pessoas acontecem um dia após um atentado a Beirute que feriu mais de 200 e que certamente não geraram a mesma solidariedade e comoção mundial. Assim como não geram a mesma comoção as mortes diárias de negros e mulheres no Brasil, na África ou em qualquer outro lugar do mundo. Ainda tem a tragédia de Mariana que ocorreu há cerca de10 dias mas nada disso parece ser tão importante quanto os atentados em Paris para grande parte das nossas timelines. Ao menos é essa a reclamação de outra parte da timeline. Me deparo com inúmeras críticas a todos que “não se indignaram com a tragédia de Mariana e se importam com a francesa” mesmo que, várias das pessoas que estavam solidarizando com os franceses tivessem dias antes também se solidarizado com os min...

19 Oct 2015

 

A Comissão de Estudos de Violência de Gênero da OAB Paraná (CEVIGE-OAB/PR) e o Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM Brasil) realizaram nos útilmos dias 15, 16 e 17 o Seminário Regional "Violência de Gênero: desafios para o campo dos direitos humanos". (Confira a programação completa aqui!)

 

Foram 3 dias de discussões, debates e maravilhosas exposições de mulheres que ocupam seus espaços e impõem sua presença através do trabalho, da palavra e até mesmo do olhar. Mulheres que estão fazendo a diferença para transformar esse mundo repleto de desigualdades, sofrimento e dor para a maioria da população que é oprimida desde sempre em maior ou menor medida, a depender de seus próprios privilégios, nesta estrutura social que sujeita um ser ao poder de out...

24 Sep 2015

 

 

Logo após a comoção mundial pelo menino sírio que trouxe à baila uma discussão importante e necessária sobre a imigração e os refugiados, Cristian foi morto ao se ver no meio do fogo cruzado da polícia com traficantes. Silêncio! Cadê a comoção? O tempo verbal das matérias que tratavam da morte precoce de Cristian é o futuro do pretérito! Ele “teria sido atingido” e a arma encontrada com ele "não seria dele”. O que paira quando se trata da morte de um adolescente negro e pobre é a desconfiança. Desconfiança de que "alguma coisa ele deve ter feito". 

 

Ontem, Herinaldo Vinicius  estava indo comprar uma bolinha de pingue-pongue quando policiais se “assustaram” com a criança correndo e atiraram tirando-lhe a vida aos 11 anos, porque é claro que né... crianças correndo... coisa assustadora...

26 Mar 2015

"Tornei-me feminista como uma alternativa a ter que me tornar uma masoquista" - Sally Kempton

Desde que me declarei feminista e comecei a estudar um pouco sobre questões de gênero (muito pouco ainda para o meu gosto) muitas pessoas passaram a me ver de forma diferente. Como já disse aqui começaram a surgir olhares de estranhamento quando uso o termo feminista ou aquela cara de preguiça nítida. "Nossa agora você vê machismo em tudo", já me disseram algumas vezes.

Pois é, meu bem, não sou bem eu quem vejo machismo em tudo, mas o machismo que infelizmente está impregnado nas entranhas mais profunda da sociedade e muita coisa que pode parecer "bobagem" nada mais é do que um sintoma, suave ou não, de uma doença muito maior que afeta nos afeta todas de forma violenta e cruel.

Desde a reação às camp...

21 Feb 2015

Passei o Carnaval assistindo às duas temporadas de Orange is the New Black enfiada dentro de casa com o marido e o cão com uma chuvinha bastante propícia para tanto.

Para quem não sabe, esta série do Netflix inspirada em uma história real se desenvolve ao redor da história de uma mulher em seus 30 e poucos anos (ou menos!) da classe média alta nova-iorquina condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada.

Mais interessante até do que a transformação de Piper neste atípico ambiente e do que o desenrolar da doentia relação amorosa com sua ex-namorada que constantemente a está colocando em maus lençóis, foi a análise e reflexão sobre cada uma das personagens secu...

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