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26 Jan 2017

Sempre acreditei que viemos a esta terra, nesta vida, para aprendermos e evoluirmos em algum sentido. Carma, Darma, Missão, Propósito são para mim palavras diferentes para um mesmo conceito que tenho enraizado no meu ser e que faz que ao longo de toda a minha curta porém intensa existência eu sempre me esforce para ressignificar todo e qualquer acontecimento bom ou ruim que o Universo me apresente. Tudo o que vivo e vivi me faz aprender algo e me transforma em uma mulher melhor!

Foi assim que me tornei controladora! E foi também assim que desapeguei do controle para compreender que não temos controle sobre nada a não ser, justamente, sobre como iremos sair de uma experiência.

Cresci em um ambiente instável. Cresci com promessas de "amanhã iremos ao parque" para acordarmos no meio da madrugad...

15 Nov 2015

Os atentados em Paris que mataram cerca de 150 pessoas acontecem um dia após um atentado a Beirute que feriu mais de 200 e que certamente não geraram a mesma solidariedade e comoção mundial. Assim como não geram a mesma comoção as mortes diárias de negros e mulheres no Brasil, na África ou em qualquer outro lugar do mundo. Ainda tem a tragédia de Mariana que ocorreu há cerca de10 dias mas nada disso parece ser tão importante quanto os atentados em Paris para grande parte das nossas timelines. Ao menos é essa a reclamação de outra parte da timeline. Me deparo com inúmeras críticas a todos que “não se indignaram com a tragédia de Mariana e se importam com a francesa” mesmo que, várias das pessoas que estavam solidarizando com os franceses tivessem dias antes também se solidarizado com os min...

18 Apr 2015

Qualquer pessoa que me conheça por poucos minutos, rapidamente que seja, concluiria que sou extrovertida. Sou falante e barulhenta (sim porque além de muito eu falo alto!). Já pensei até em fazer fono para engrossar a voz pois sei o quanto posso ser irritante e estridente... sou capaz de falar por horas e horas a fio e isso desde muito nova. Uma daquelas histórias familiares que rendem risadas (mais dos outros do que minhas) é de quando eu e meu avô viajamos para visitar o irmão dele em Anápolis. Eu devia ter uns 3 ou 4 anos e a viagem de São Paulo a Anápolis de ônibus era de 14 horas. Meu avô é surdo dos dois ouvidos e usa aparelho. Segundo a lenda urbana eu fui falando de São Paulo até lá sem perceber que ele estava com ambos os aparelhos desligados e sequer estava prestando atenção ao q...

21 Feb 2015

Passei o Carnaval assistindo às duas temporadas de Orange is the New Black enfiada dentro de casa com o marido e o cão com uma chuvinha bastante propícia para tanto.

Para quem não sabe, esta série do Netflix inspirada em uma história real se desenvolve ao redor da história de uma mulher em seus 30 e poucos anos (ou menos!) da classe média alta nova-iorquina condenada a cumprir 15 meses numa prisão feminina federal por ter participado do transporte de uma mala de dinheiro proveniente do tráfico de drogas a pedido da sua ex-namorada.

Mais interessante até do que a transformação de Piper neste atípico ambiente e do que o desenrolar da doentia relação amorosa com sua ex-namorada que constantemente a está colocando em maus lençóis, foi a análise e reflexão sobre cada uma das personagens secu...

30 Jan 2015

No almoço de família alguém relata um trágico acidente que deixou uma conhecida de alguém tetraplégica. Quase todos na mesa soltam um murmúrio misto entre tristeza e pena ao ouvirem as dificuldades que a protagonista da estória passa em seu dia a dia. Então, alguém solta: "uma pena uma coisa dessas com uma moça tão bonita!"

Quem nunca escutou ou disse algo do gênero que atire a primeira pedra (não em mim por favor!). Eu mesma me lembro de um acontecimento que me chocou profundamente que foi o rapto e assassinato pelo próprio pai de duas meninas gêmeas, filhas de uma colega de trabalho, uma mulher que eu admiro e respeito muito. O caso teve uma enorme repercussão inclusive na mídia e eu me lembro de passar vários minutos olhando para as fotos daquelas duas meninas que pareciam anjinhos de Ra...

27 Nov 2014

Tenho acompanhado de perto o debate entre mulheres feministas e não feministas sobre o direito da mulher à escolha.

Na essência muitas parecem defender a escolha da mulher: escolha pela interrupção ou não da gravidez, escolha da via de parto (cesárea ou normal), escolha pela amamentação ou não, escolha entre babá, creche ou sair do mercado para cuidar em primeira mão dos filhotes e assim por diante.

Dois pontos, porém, me chamam a atenção nesses debates: há de fato escolha? Existe aceitação da escolha por si só e não do mérito da escolha?

Tenho me indagado cada vez mais profundamente quanto ao real poder de escolha da mulher nos mais variados campos de nossas vidas. Cada vez mais concluo que temos muito menos poder de escolha do que gostaríamos de acreditar e somos cobradas por essas (seja qu...

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